Archive | abril 2012

Informar e conscientizar

Primeiro, veja esse vídeo:

“Lugar de ciclovia é na praia, não é aqui não!”. Quando eu ouvi a motorista dizendo essa frase, fiquei sem ação. Demorou, sei lá, 3 segundos, pra que caísse a ficha de que ela realmente acha que bicicleta é pra usar no domingo de sol, na ciclovia da orla, admirando a cor azul do mar.

Enquanto a gente cobra frequentemente aos órgãos públicos por mais espaço no trânsito para que todos possam se locomover com mais facilidade, temos pensamentos e visões de pessoas egoístas, que só pensam no próprio bem-estar, como essa mulher que, talvez num momento de fúria, soltou uma frase idiota e infeliz.

Eu não tenho bicicleta, não ando de bicicleta, nem sei se ainda sei pedalar… Mas aplaudo de pé iniciativas como a construção de uma ciclovia e uma ciclofaixa, que separam os espaços, garantem segurança e salvam vidas.

As ciclofaixa são coisa nova. Não é comum encontrá-las pela cidade – acho que essa é a primeira, em Maceió. Normal – e até compreensível – que, num primeiro momento, o motorista confunda as regras, não entenda muito bem o espírito daquela faixa reservada, pintada com uma tinta vermelha, no canto da pista. Trabalhos educativos da SMTT (mesmo que escassos), aliados à força de pulverização de conhecimento através da imprensa ajuda para que, num futuro próximo, as pessoas saibam utilizar esse equipamento público de forma adequada. E quem sabe até mudar a mentalidade antiga de motoristas, que acham que a bicicleta é um transporte exclusivamente de lazer e que “lugar de ciclovia é na praia”.

 

PS.: Como você pôde perceber, minha voz está meio rouca. Hoje ela amanheceu pior ainda. Estou cuidando dela. Outro dia, eu faço um post sobre a importância da voz no nosso trabalho.

Profissão: jornalista

Parece que foi ontem que eu ouvi a professora Socorro Lamenha abrir o primeiro dia de aula com a frase:

“Esse é o primeiro dia do resto de suas vidas”

Hoje, dia do jornalista, eu me considero feliz e realizado. Trabalho num lugar que amo, com pessoas que amo, que me ensinam a cada dia. Não pretendo me considerar sabido o suficiente para dizer o contrário.

Sou um profissional que relata, registra, documenta o que se passa do lado de fora da janela. Sou o profissional que pergunta, pergunta, pergunta, que conta histórias. Mas, acima de tudo, sou um ser humano, um cidadão, que se revolta com o descaso, se emociona com os finais felizes, que fica triste com quando as coisas não dão muito certo e que ama poder espalhar isso pra todo mundo.

O resto da vida é muito tempo – eu espero! – pra eu decidir o que fazer com ele. Mas o que eu posso dizer é que, se eu fiz uma escolha certa na vida, foi a de prestar o vestibular para jornalismo.

Feliz dia do jornalista. 

Meu diploma. Há quem diga que não tem valor algum, mas algo que me dá orgulho, pra mim, vale muita coisa.

– Oi, lembra de mim?

Não, com este título não estou fazendo mea culpa por nunca mais ter atualizando o blog. Estou reproduzindo uma pergunta frequente que eu ouço. As vezes acontece: chego em um local, alguém vem em minha direção, sorrindo e perguntando: “Oi, lembra de mim?”.

– Sim, mas não muito bem lembro de onde. – minto, com cara de tacho e sorriso amarelo que me denuncia

– Você me entrevistou naquele dia, sobre tal assunto, lembra? – a pessoa tenta me esclarecer. E, aí sim, aquele rosto começa a se tornar familiar.

Acho que é normal. Muitas vezes as pessoas marcam entrevistas, ficam nos aguardando para mostrar, divulgar um trabalho, assistem aquela reportagem milhares de vezes, mostram pros amigos, familiares… E eu tenho que terminar aquela entrevista, correr pra outra, pra falar de outro assunto, com outras pessoas… Não tem memória que aguente!